O setor elétrico encontra-se novamente em um momento desafiador. Discussões envolvendo a insegurança com a política de risco de algumas comercializadoras, apuração semanal, preço horário, ampliação de entrantes no mercado livre de energia, entre outros assuntos, como o projeto GSF, geram apreensões mas, por outro lado, também geram oportunidades.

Em fevereiro de 2019, o mercado de energia vivenciou um momento sensível ocasionado por algumas comercializadoras, que não conseguiram honrar seus compromissos, seja por assumir posições e perspectivas que não se consolidaram, ou mesmo pelo efeito cascata deste impacto.

Como consequência, o setor elétrico discute medidas visando o incremento da segurança de mercado como, por exemplo, a implantação da apuração de margem semanal, na qual a apuração da posição financeira dos agentes, que atualmente é realizada de forma mensal, deverá ser feita de forma semanal com registros de contratos no sistema da CCEE, também atendendo esta nova alteração.

Ainda considerando a segurança, está em discussão a criação de indicadores de monitoramento de mercado, os quais visam aumentar a transparência entre os agentes e a alteração nos critérios de participação no mercado, com exigências mais rígidas para novos entrantes, e a reavaliação dos agentes atuais, além da criação de novas sanções.

Outro ponto impactante ao consumidor é a implantação do preço horário de energia a partir de janeiro de 2020, que deverá proporcionar o surgimento de novos produtos para o fornecimento de energia e, consequentemente, a necessidade de uma gestão mais atuante.

A eficácia e a viabilidade da implantação de todas essas medidas ainda estão em fase de debate e amadurecimento entre os agentes, mas o fato é que o mercado de energia está se reinventando e se profissionalizando para assegurar sua capacidade em se adaptar às mudanças estruturais do setor e ao processo de ampliação, conforme proposto pela CP 33, por exemplo, aliado à preocupação de garantir segurança e transparência.

Assim, o consumidor do mercado livre de energia precisará adaptar-se a esses novos cenários que podem se consolidar nos próximos anos. Uma gestão ainda mais proativa, dinâmica e com maiores exigências técnicas certamente será necessária.

Na maioria das vezes, o consumidor, por si só, não dispõe de todos os conhecimentos e todas as ferramentas para melhor avaliar e, consequentemente, adequar-se a essas novas configurações com as melhores práticas de gestão e aquisição de produtos capazes de atender às suas necessidades com competitividade e segurança.

Para esses consumidores será de fundamental importância a contratação de uma gestora de energia sólida, com experiência, estrutura e competência para orientá-los frente à todas as adaptações atuais e futuras que se façam necessárias. O gestor de energia qualificado terá condições de ofertar soluções e agregar valor ao cliente por meio da sua capacidade e expertise em avaliar as melhores oportunidades, de acordo com o perfil e as políticas internas de cada cliente, aliados à mitigação de riscos e segurança em um mercado que está em plena transformação.

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Adriano Plaça – Gerente de Gestão de Mercado Livre