A China está mobilizando seu vasto setor energético estatal com o objetivo de se preparar para uma disputa econômica com os EUA, que pode se agravar ainda mais e durar anos.

O alto escalão na China está preocupado em alertar internamente a necessidade de que seja assegurada a disponibilidade energética no país. Sabem que a guerra comercial com os Estados Unidos poderá ser longa e que deverão se preparar para o pior cenário, ou seja, o isolamento do suprimento de petróleo e gás natural (GNL) do exterior.

Para tanto iniciam-se os planos de contingência em um clima de pânico, pois acreditam que a perspectiva é de que seus suprimentos de petróleo e GNL sejam bloqueados inteiramente a curto prazo. Em paralelo, o governo aprova recursos adicionais para testar novas políticas energéticas na tentativa de impulsionar a independência energética, intensificando programas como o desenvolvimento do gás de xisto.

As compras de energia da China nos EUA diminuíram. As importações de gás natural liquefeito americano caíram depois que Pequim as etiquetou com uma tarifa de 10%, que deve subir para 25% a partir de junho. Embora excluídos dos impostos, as importações de petróleo dos EUA se tornaram intermitentes, uma vez que os compradores têm cautela ao fazer negócios com um adversário comercial.

Já do lado americano, o clima de otimismo é crescente com os novos horizontes do gás de xisto (shale gas). Anunciam para o resto do mundo: prepare-se para muito mais “gás da liberdade”.

A força crescente do país como exportador de gás natural não é vista apenas pela administração Trump como um benefício econômico em casa – ela é vista, também, como uma ferramenta de política externa.

Ratificando essa posição, o Departamento de Energia dos EUA anunciou, na última semana, a aprovação das exportações de gás natural liquefeito da unidade de liquefação de Freeport no Texas.

“Aumentar a capacidade de exportação do projeto Freeport LNG é fundamental para espalhar o gás da liberdade em todo o mundo, dando aos aliados dos Estados Unidos uma fonte diversificada e acessível de energia limpa”, disse o subsecretário de Energia dos EUA, Mark W. Menezes. .

O Freeport LNG é um dos vários projetos em construção nos EUA atualmente, já que as empresas de energia buscam capitalizar o boom na produção de xisto, vendendo parte desse suprimento abundante para clientes no exterior.

As exportações do GNL também estão sendo promovidas em Corpus Christi, no Texas, outra unidade de GNL, com a aprovação de um projeto para aprofundar o porto para que seja possível lidar com mais remessas no exterior.

Nas últimas semanas, o preço do Gás natural no “hub” de Nova York já teve uma redução em torno de 15%.

Será que essa guerra comercial entre os Estados Unidos e a China irá favorecer os preços internacionais do gás natural, com reflexos no Brasil, tornando possível a queda dos 50% dos preços do gás conforme apregoa o ministro da Economia? 

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Percival Amaral – Diretor de Gás