As dimensões continentais do território brasileiro apresentam características distintas de relevo, condições de solo e regime de chuvas entre cada região. De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), no Brasil, existem mais de 9000 rios que estão distribuídos em 12 principais regiões hidrográficas.

Ao longo de nossa história sempre buscou-se utilizar esse potencial hídrico, seja para agricultura, transporte, pesca ou geração de energia por meio de usinas hidroelétricas (UHEs) espalhadas pelo país. Todo esse potencial, entretanto, é dependente do regime de chuvas  de cada região. Ao analisar sob o ponto de vista energético, existe uma região onde é mais importante que a chuva caia?

Antes de responder a essa pergunta, é importante entender como estão distribuídas as principais bacias hidrográficas do País. A bacia do rio Amazonas é a principal bacia hidrográfica do Brasil em quantidade de água e está localizada na região Norte do País, entre os estados do Amazonas, Rondônia, Amapá, Mato Grosso e Pará. Já na região Nordeste, a principal bacia é a do Rio São Francisco, que começa no Centro-Sul do estado de Minas Gerais e se estende até Pernambuco, passando pelos estados da Bahia, Sergipe e Alagoas. Ao analisarmos a região Centro-Sul do País, a principal bacia é a do Rio Paraná, que engloba cinco grandes sub-bacias: Grande (entre São Paulo e Minas gerais), Paranaíba (entre Goiás e Minas Gerais), Tietê (São Paulo), Paranapanema (entre São Paulo e Paraná) e Iguaçu (entre Paraná e Santa Catarina). Por fim, na região Sul, a principal bacia é a do Rio Uruguai, localizada entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Dentre as bacias citadas, a do rio Paraná e suas sub-bacias reúnem mais 50 de usinas hidrelétricas (UHEs) as quais, somadas, concentram cerca de metade da capacidade de geração hidráulica do Brasil (52,7GW¹). Além da quantidade de usinas localizadas nessa bacia, as sub-bacias do Grande e do Paranaíba reúnem cerca de 44% da capacidade de armazenamento, fundamentais para a regularização da geração no período de poucas chuvas na região que geralmente ocorre entre os meses de maio e agosto.

Outro detalhe que faz toda a diferença para o destaque energético desta bacia é o “efeito de cascata”, que ocorre entre suas sub-bacias. Isto é, a água aproveitada em uma pode ser reaproveitada pela seguinte, já que todo fluxo dos rios no sentido Sul do país está orientado até a UHE binacional de Itaipu. Em 2018, essa usina foi responsável por produzir 96,6 milhões de MWh, uma das maiores produções de energia hidrelétrica do mundo.

Em virtude dos fatos mencionados, sob a perspectiva de análise energética no Brasil, podemos constatar que a região entre os estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, onde se localiza a bacia do Rio Paraná, é um local muito importante e estratégico para concentrar as chuvas no País. Monitorar com qualidade fatores que influenciam nas condições de chuva desta região é fundamental para o sucesso na atuação no mercado de energia elétrica do Brasil.

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¹ Valores obtidos a partir do dos relatórios do PMO de Mar/19 e HIDR.DAT da Revisão 3 de Abril/19.