A competitividade da indústria brasileira está fortemente correlacionada com o custo de um dos seus principais insumos:, a energia elétrica. Em muitos segmentos, esse insumo chega a representar mais de 50% do custo de produção.

Segundo o relatório “Indicador de Custos Industriais”, elaborado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o 1º trimestre de 2019 foi o 9º seguido de alta no custo com energia elétrica para a indústria brasileira.

O elevado patamar do preço deste insumo torna imprescindível, para o setor industrial, o conhecimento e a compreensão sobre as possibilidades e as oportunidades que o Mercado Livre de Energia]  pode oferecer aos consumidores que ainda não aderiram a esse modelo de consumo de energia.

Dentre os benefícios podemos destacar a economia do mercado livre de energia frente ao mercado cativo. Obviamente esse é o benefício que todos os consumidores buscam, mas não é o único. Temos também a previsibilidade orçamentária, fundamental no planejamento de longo prazo de qualquer empresa e que, no Mercado Livre, torna-se possível já que os reajustes são indexados a índices de inflação (IGP-M ou IPCA). Para ilustrar essa previsibilidade, observe abaixo os reajustes da distribuidora que atuam no PIM (Polo Industrial de Manaus) versus o índice de inflação IPCA no mesmo período, que é utilizado para reajustar o valor da energia no mercado livre.

Outro benefício real é a liberdade de negociação, uma vez que, ao migrar para o ACL (Ambiente de Contratação Livre), o consumidor tem acesso a uma grande quantidade de geradores e comercializadores  ávidos para vender energia e abertos a realizar negociações customizadas, além do poder de alocação entre unidades industriais do mesmo grupo.

Por fim, umdos mais importantes benefícios do mercado livre para as indústrias, que geralmente possuem dois ou três turnos de produção, é o fato do preço da energia ser o mesmo durante as 24 horas do dia. Ao passo que, no mercado cativo, os preços são distintos e ao consumir no horário de ponta, o custo da energia cresce significativamente.

Diante do constante desafio na busca pela competitividade e sobrevivência em um mercado no qual, cada vez mais, produzir com excelência a um custo adequado é um fator primordial para o crescimento sustentável das operações, muitas indústrias brasileiras já entenderam que o mundo vem atravessando um processo de mudanças muito complexo e que até mesmo a forma de consumir energia mudou.

Com base no boletim ABRACEEL de Energia Livre, de junho de 2019, os últimos 12 meses registraram um crescimento de 14% no número de consumidores que migraram para o ACL (Ambiente de Contratação Livre). Atualmente são mais de 6.000 consumidores que já se beneficiam do mercado livre e isso representa 30% de toda energia consumida no país. Se considerarmos apenas o consumo industrial do Brasil, 80% dele já acontece no mercado livre de energia.

É essencial que as empresas avaliem a gestão mais estratégica  deste insumo, que é tão importante e que pode definir a sobrevivência ou não de uma indústria, em função da competitividade que o mercado atual exige. Certamente, esse alto nível de gestão do insumo energia elétrica, só será possível mudando a forma atual de consumo e o ACL (Ambiente de Contratação Livre) é caminho mais adequado para implementar essa mudança.   

Fale com a Ecom e saiba como a energia da sua empresa pode ser um fator estratégico para a competitividade no mercado.

Marcio Pinto – Executivo de vendas