Apontado como principal variável na comercialização de energia, o cálculo do preço provoca embates calorosos sobre a melhor metodologia para viabilizar investimentos e cobrir os custos da geração. Para criar um ambiente de discussões produtivas, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE realizou, no âmbito do Grupo de Trabalho de Modernização do Setor Elétrico, o III Fórum de Debates 2019 da CCEE, que abordou os modelos de formação de preços.

Realizado em parceria com o Ministério de Minas e Energia – MME, a Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, a Empresa de Pesquisa Energética – EPE e o Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, o evento reuniu cerca de 350 pessoas em São Paulo. Os participantes acompanharam palestras sobre experiências internacionais no cálculo do preço e as particularidades do modelo brasileiro.

Na abertura do encontro, o presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altieri abordou a importância de o mercado analisar com cautela qualquer mudança na metodologia de cálculo do preço. Em sua apresentação, avaliou pontos relevantes na composição atual do PLD e sugeriu a revisão da influência da previsão das afluências no valor da energia.

Já o secretário de energia elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Cyrino, comentou sobre a importância do GT de modernização, que terá como desafio propor alternativas para evoluções do setor elétrico em diversas frentes, como é o caso do preço.

Encerrando o evento, Luiz Barroso, CEO da PSR, destacou quatro pontos de atenção: poder de mercado; coordenação das cascatas; critérios de segurança e a acomodação de legados do desenho de mercado atual, como energia de reserva, cotas do mercado regulado e usinas que repactuaram o risco hidrológico. Por este motivo, o executivo acredita que seja importante um período de transição de quatro anos, em que os agentes possam fazer simulações, testes e jogos para se adaptarem.

Fonte: CCEE