[:pb]Uma das principais questões que influenciam na tomada de decisão do consumidor cativo ao migrar para o mercado livre de energia é a enorme imprevisibilidade dos reajustes tarifários que serão aplicados pelas distribuidoras de energia, além do custo adicional com as bandeiras tarifárias, gerando, com isso, uma inexatidão no momento de projetar o custo de energia da empresa para os próximos anos. Vamos falar a seguir como isso funciona e como é possível se precaver. Confira!

Após a migração ao mercado livre, o consumidor livre passa a ter gerência sob o insumo de energia, o que representa a maior parcela do custo total com energia elétrica. Desta forma, a previsibilidade orçamentária deste insumo se torna muito mais tangível, visto que o contrato de energia foi negociado previamente considerando o volume, o preço e o índice de correção do preço de energia, sendo somente necessário projetar o índice de correção de acordo com a expectativa de inflação do mercado brasileiro.

Apesar de mantida a mesma condição do mercado cativo, no que se refere aos tributos de PIS/COFINS, ICMS e a Contribuição de Iluminação Pública, o consumidor livre ainda fica com dúvidas sobre como projetar os custos não gerenciáveis, ou seja, aqueles que são cobrados na parcela do “fio” pela distribuidora de energia. É importante ressaltar que esses custos são pagos tanto pelos consumidores cativos como pelos consumidores livres. São eles:

  • TUST (Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão) e a TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição): tarifa cobrada referente aos serviços prestados pelo transporte de energia da unidade geradora à unidade consumidora e que são reguladas pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Estas tarifas são calculadas pela demanda contratada R$/MW e dependendo do tipo de energia contratada, o consumidor livre terá desconto de 50% a 100% na parcela da TUST/TUSD.

 

  • Encargos Setoriais: são encargos instituídos por lei,têm a finalidade de financiar as políticas públicas do setor elétrico esão calculados sobre o consumo de energia em R$/MWh. Estas tarifas são calculadas pelo consumo total de energia em R$/MWh e dependendo do tipo de energia contratada, o consumidor livre terá desconto proporcional sobre a parcela do encargo no horário de Ponta.

 

Atualmente está em discussão na ANEEL o orçamento previsto do custo do encargo da CDE para o ano de 2019, que foi detalhado no artigo– CDE – Orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético – 2019. Devido à previsão de elevação deste encargo, é de extrema importância que o Gestor de Energia mantenha o consumidor atualizado sobre as projeções de reajustes destes componentes tarifários e qual o custo previsto para os próximos anos. Para isso, o Gestor de Energia analisará qual o enquadramento do consumidor, Livre ou Especial, e a modalidade tarifária horo sazonal Verde ou Azul, projetando o reajuste de cada distribuidora, inclusive os custos da TUST/TUSD e qual será o impacto financeiro na parcela do “fio” para o consumidor livre.

Para que essa análise seja feita com qualidade e precisão,  é importante contar com uma gestora de energia que tenha uma equipe de especialistas altamente capacitada, e que o objetivo principal seja oferecer a melhor solução com o menor impacto possível para a sua empresa, trabalhando para maximizar a rentabilidade.

Para isso é importante entender a diferença entre ter um Representante ou uma Gestora no mercado livre de energia. Confira também a respeito em nosso artigo: “Gestão de energia: muito além da representação”.

 

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