Até o final de julho, o mercado de energia espera uma definição sobre a metodologia no cálculo do PLD, que vigorará a partir de 2020.

Atualmente, o PLD é calculado semanalmente e discriminado em três patamares – leve, médio e pesado, e representa as condições operativas do sistema elétrico brasileiro. Tal discretização serve para apurar a exposição financeira de cada agente da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), cujo cálculo é a multiplicação do balanço energético (recurso** – requisito*) [pelos preços correspondentes em cada patamar e semana.

Com discussões já avançadas entre o regulador e os agentes de mercado, é possível que a partir de 2020 entre em vigor o PLD horário, no qual o PLD passará a ser calculado diariamente e com discretização horária. Sendo assim, a apuração da exposição financeira passa a ser calculada de acordo com o PLD e o balanço energético de cada hora do dia.

Esse fato levanta as seguintes questões: (i) seu contrato prevê o registro da energia de acordo com sua curva de consumo, conhecido como “modulação conforme carga”? (ii) suas novas contratações estão considerando essa especificidade? A modulação protege o consumidor da volatilidade do PLD ao longo das horas do dia, proporcionando maior previsibilidade de custos no fim de cada mês.

Abaixo segue simulação da curva de consumo de energia de uma determinada empresa, em que a produção vai se elevando desde a madrugada até atingir seu pico por volta das 13 horas.

Mesmo que o total consumido (barra laranja) seja igual ao total contratado (barra azul), o contrato flat, representado pela linha azul, gera exposições ao consumidor entre os horários do dia.

Utilizando a exposição do exemplo acima, o PLD Semanal e o PLD Horário “Sombra” do dia 27/05/19 – ambos publicados pela CCEE – é possível comparar o impacto financeiro do contrato flat em cada caso.

Nesse cenário, as sobras contratuais advindas de um consumo menor no período da madrugada seriam precificadas em R$ 118,65/MWh pelo PLD Semanal e em R$ 42,35/MWh pelo PLD Horário, uma diferença de 64% entre os modelos de precificação.

Diante desse risco de preço e pelo fato  que alguns consumidores têm menor capacidade de deslocar sua produção nos horários de pico, é de suma relevância aprofundar as análises sobre esse aspecto da exposição horária.

É importante destacar que, caso haja a postergação da entrada do PLD horário, sua implementação é uma realidade, uma vez que significa uma evolução na representação de preços.

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Carlos Mendonça 

Executivo de Contas – Gestão de Consumidores