O respeito às pessoas e à pluralidade das formas de ser e viver, assim como a diversidade no mercado de energia, ganham, cada dia mais, espaço entre nós, seja nas relações sociais ou corporativas.

Na verdade, em minhas reflexões, entenderia que esse espaço não precisaria ser conquistado, e sim estar presente de forma natural, afinal a Gênesis veio das diferenças.

Contudo, a construção da sociedade, com crenças e valores, e toda a Revolução Industrial trouxeram tônicas diferentes nos “pré” conceitos criados e estabelecidos, e hoje, mais do que antes, vivemos rodeados dos temas que são e farão a diferença das empresas.

Hoje a diversidade faz parte da agenda estratégica das organizações. É a estrutura dorsal da sustentabilidade dos negócios e relações.

Rodas de conversas, diálogos corporativos ou participação em pesquisas específicas me despertam mais e mais para a origem deste tema.

Quando atuamos em segmentos específicos de negócios, mais técnicos, a diversidade toma uma proporção mais alarmante. Mito ou realidade?

Prefiro mudar a grafia e escrever, mito e realidade!

Talvez meu posicionamento pode deixar alguns de vocês, leitores, indignados, mas, na verdade, me posiciono dessa forma para despertar em todas as pessoas as mesmas e, também, outras reflexões que têm borbulhado na minha mente nos últimos tempos.

Como podemos aumentar a diversidade de gênero no segmento de energia?

  • Nas universidades, a formação em engenharia tem apenas entre 10 a 20% de universitárias. Como vamos ampliar a presença feminina no setor de energia se poucas mulheres escolhem ser engenheiras ou meteorologistas? A clássica engenharia é ainda prevalente no meio masculino. Como a psicologia e a nutrição são vistas como profissões prevalentemente femininas? Existirá o movimento de diversidade nestas áreas também?
  • Os gestores das empresas que se caracterizam pela tecnicidade ainda têm paradigmas e não inovam, olhando o profissional e suas especialidades de forma mais holística. Querem resposta e resultado de curto prazo. Conhecimento técnico se adquire, pelo estudo, pela experiência. Já comportamentos se moldam pela decisão de escolha em mudar e se aperfeiçoar. Será que o nosso mercado deve ser apenas formado por engenheiros? Será que a diversidade e a pluralidade também não começam ao deixar de lado a engenharia como foco principal e abrir o leque para outras formações acadêmicas?
  • As áreas de Recursos Humanos ainda podem ser barreiras para pensar fora da caixa e desafiar o status quo, estimulando o olhar amplo e abrangente de um profissional. Criando programas de Jovens Talentos, formando e preparando-os, vindo de diferentes especialidades, para o business, para o mercado, para a conexão com o propósito e com o trabalho.

Acredito que essas três reflexões são importantes para um despertar sobre este tema e assim afirmar que mito e realidade são alimentados por todos nós, com nossos preceitos e valores.

Para finalizar, convido vocês a assistirem o filme de 2017, Estrelas além do tempo, de Theodore Melfi. Quem ainda não viu, não pode perder!

Quando você termina de assistir, percebe que realmente não deveria se importar com a cor da sua pele, sua raça, seu gênero, sua origem, nada!

Ao final, o que importa é: você consegue dar conta do trabalho? Qual é a realidade que você deseja e cria aonde você está?