No último episódio do podcast Giro Energia, patrocinado e desenvolvido pela Ecom Energia, vamos conversar sobre o Preço de Liquidação de Diferenças Horário, ou o PLD Horário, que já tem data marcada para começar a operar janeiro de em 2021. O setor elétrico está a poucos dias do início da adoção do PLD Horário, um marco na história do segmento. Quais impactos e oportunidades ele trará? Novos contratos surgirão? Para responder a essas perguntas, conversamos com o Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar; Elbia Gannoum, presidente da Abeéolica; Márcio Sant´Anna, sócio-diretor da Ecom Energia. Ouça o que cada um deles tem a dizer.

PLD Horário 2021 e a energia solar

Para o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, o PLD Horário precificará melhor a fonte solar, que terá reconhecido um de seus atributos, o que pode atrair ainda mais investimentos. “Com o PLD Horário, a fonte solar pode ter um reconhecimento de um atributo que possui, mas não é valorizado: a geração num horário premium, num horário nobre, em que o consumo é mais alto. Ganha a sociedade que terá mais clareza, ganha a energia solar, que passa a ter atributo reconhecido”, destaca.

Como ficará a energia eólica?

No entanto, quando falamos da energia eólica, temos um impacto distinto. De acordo com a presidente da ABEEólica, Elbia Gannoum, as usinas eólicas serão as mais impactadas com o PLD Horário e a vida dos geradores eólicos se tornará muito mais dinâmica e arriscada. De acordo com Elbia, “Precisamos ter alocação adequada de riscos e custos. Quando se coloca o PLD Horário, se tem um sistema mais eficiente, um sinal de preço mais preciso e aloca-se o risco mais eficientemente. O risco está no colo do empreendedor. Nós investidores diante desse cenário, que fica mais complexo, teremos de buscar mecanismos de hedge, de precificação. O que percebemos é que cada agente tem um portfólio diferente, onde está meu parque, quais contratos eu tenho? Eu entrego e vendo no Nordeste? Eu vendo no Sudeste e gero no Nordeste. As análises se tornarão mais sofisticadas” avalia.

Para o sócio-diretor da Ecom Energia, Márcio Sant’Anna, o PLD Horário representa um avanço na contabilização da energia elétrica. “Quanto mais informações se tem, melhor fica para se gerenciar a situação. Se uma empresa não tem a questão horário como fator fundamento de sua produção, a gente já fez várias simulações e viu que o impacto é quase zero. Mas, por exemplo, se uma fonte solar, o horário de geração é no sol, de manhã ou de tarde, a chance dos preços estarem mais elevados é quase de 100% em relação à madrugada. Uma energia solar pode ter um mecanismo de proteção de um consumidor que consome de madrugada ou uma operação que você vende mais alta no dia, mas uso de madrugada, mais barato. Esse é um exemplo de oportunidade”, destaca.

Sobre o que mais esses especialistas discutiram no Giro Energia?

Em resumo, pelas entrevistas pudemos ouvir que o início da operação do PLD Horário será um marco no setor elétrico. Além disso, a diversificação da matriz trouxe a necessidade de um sistema de preços mais preciso. A fonte solar pode ser incentivada já que gera no horário de maior consumo. Assim como, novos contratos no mercado livre para amenizar as oscilações diários de geração poderão ser criados. O armazenamento poderá receber mais investimentos e os parques híbridos, que mesclam geração solar e eólica, ganharão ainda mais espaço.

Portanto, diante desse horizonte, ficam algumas dúvidas:

  • O PLD Horário representará mesmo o ponto de partida para a maior abertura do mercado livre?
  • Os contratos financeiros ganharão um novo patamar a partir dele?

As respostas para essas perguntas estão no Giro Energia! Ouça agora: