No 23º episódio do podcast Giro Energia, patrocinado e desenvolvido pela Ecom Energia, vamos falar sobre a digitalização no setor elétrico, mais especificamente em comercialização. A adoção do PLD Horário, a partir de janeiro de 2021, deverá impulsionar investimentos das empresas em novas plataformas e serviços para os clientes livres. Em outras palavras, o que pode ser criado? Qual mundo novo pode ser aberto? Para responder a essas perguntas, entrevistamos Gilberto Figueira, consultor independente, Carlos Simionato, consultor de energia da Logicalis, , e Paulo Toledo, sócio da Ecom Energia.

A digitalização no setor elétrico impulsionada pelo PLD Horário

Sem dúvida, o PLD Horário deve impulsionar as empresas a investirem em digitalização. Já que hoje se trabalha com cerca de 48 referências por mês de preço. Logo após janeiro, com o PLD Horário, serão quase três mil.

De acordo com o consultor independente Gilberto Figueiras, isso implica que o nível de complexidade também se altera e as empresas precisarão ter em mãos muito mais dados. “A digitalização é uma tendência irreversível. É uma forma de se aproximar dos clientes e reduzir custos, duas vertentes cada vez mais importantes. Isso ocorre em um contexto de forte diversificação da matriz, com fontes intermitentes e a geração distribuída solar. Isso implica que haja maior precisão dos dados, mais previsão e faz com que inteligência artificial e análise de dados ganhem importância”, avalia. E ainda complementa: “O mercado de derivativos também começa a ganhar espaço e isso exige uma gestão de riscos mais complexa e uma análise de dados que seja sofisticada”, finaliza.

Sendo assim, na visão do consultor de energia da Logicalis, Carlos Simionato, a pandemia teve efeito direto sobre o processo de digitalização. “Essa pandemia trouxe muitas incertezas em relação ao caixa nas empresas. Mas por outro lado, levou à conclusão de que a digitalização é um fator muito relevante, seja para fazer as pessoas interagirem, seja para as empresas reduzirem custos. No setor elétrico, as distribuidoras, que possuem o elo mais próximo com o consumidor, tiveram que se adaptar rapidamente à essa realidade digital, já que tiveram de fechar suas agências presenciais e se comunicar de forma diferente com os clientes”, avalia.

A visão das comercializadoras de energia

Ainda assim, para o sócio-diretor da Ecom Energia, Paulo Toledo, as comercializadoras terão o desafio, nesse novo mundo que se abre, de criar pacotes de serviços customizados para os clientes. “O consumidor está ficando mais empoderado. As comercializadoras terão de criar algo mais personalizado, integralização de sistemas, em que pelo celular se pode ter acesso à tomada de preços. Pode se criar um one stop shop, uma casa que não oferece mais preço e entrega, mas se busca serviço maior, inteligência, informação, monitoramento do negócio. São as comercializadoras 4.0. A demanda será mais criada pelo lado do cliente, que passam a ter essa visão. As comercializadoras terão de fazer parcerias com outras empresas para fornecer esse pacote de soluções diferenciados. Isso pode ser criado no médio prazo”, ressalta.

Sobre o que mais esses especialistas discutiram no Giro Energia?

Em resumo, pelas entrevistas pudemos ouvir que a digitalização vai começar a ganhar espaço com a adoção do PLD Horário, o qual representará um marco no amadurecimento do mercado livre de energia elétrica. A análise de dados, a previsão climática, novos referenciais de preço e o lançamento de derivativos tornarão o mercado muito mais complexo, o que fará, portanto, com as que comercializadoras tenham de se adaptar aos novos tempos.

  • Quais novos produtos surgirão no mercado?
  • A digitalização criará mesmo novas plataformas para os clientes?
  • Quais serão as demandas desse novo mundo?

As respostas para essas perguntas estão no Giro Energia! Ouça agora: