Setor de telecomunicações: expansão do 5G e consumo eficiente de energia

Ecom
  • 23/03/2023
  • 7 min de leitura

Conectando pessoas ao trabalho, lojas, entretenimento e mais, o setor de telecomunicações está altamente presente nas atividades diárias do brasileiro. Atualmente o setor emprega mais de 520 mil trabalhadores.

Só no terceiro trimestre de 2022, a receita bruta das telecom alcançou R$ 69,5 bilhões. Maior parte dela é composta pela telefonia móvel, que inclui a banda larga móvel. Em seguida vem a banda larga fixa, de acordo com a Conexis – Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel, Celular e Pessoal.

O crescimento da banda larga, fixa e móvel foi de 5,6% em relação a 2021, com a conexão de 14,8 milhões de novos acessos. Entenda como essa evolução e demais tecnologias impulsionam o setor a economizar energia e quais soluções recomendamos para alcançar esse objetivo. Acompanhe.

Consumo de energia elétrica no setor de telecom

Um dos motivos para direcionar ações de eficiência energética para o setor de telecomunicações está no seu status de consumo. Segundo o Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2022, da EPE, a telecomunicação se posiciona em 4º lugar dentre os Top 10 setores comerciais que mais consomem energia elétrica no Brasil. No total, o fact sheet apresenta 3.591 gigawatt-hora (GWh), o equivalente a 5,2% de participação.

Outro fator que contribui para a gradação desse consumo é a implementação do 5G, a quinta geração da internet móvel, ultrarrápida, mais densa e de baixa latência. Essa tecnologia conecta máquinas, dispositivos e pessoas, mas exige grande velocidade, tráfego de dados e quantidade de sites para seu pleno funcionamento.

Consequentemente, para gerir a complexidade dessa demanda, é necessário construir mais data centers – o que vem sendo feito desde 2020, devido a pandemia e a digitalização acelerada que ela trouxe. Isso impacta diretamente na conta luz das empresas do setor.

Como alcançar um modelo de serviço sustentável nas telecom?  

Para se ter ideia, o avanço do 5G também pode impactar nas metas de descarbonização mundial. O assunto fez parte da edição 2022 do 5×5 TEC Summit, evento on-line com assuntos transversais, organizado pelos portais Convergência Digital, Mobile Time, Tele.Síntese, Teletime e TI Inside.

No debate “Energia e sustentabilidade”, diversos especialistas abordaram sobre a modernização da oferta de energia e decisões para um mundo mais consciente. Dentro dos assuntos desse painel, destacamos os riscos ambientais que podem ser provocados pelo excesso de energia consumida pelos servidores. Como solução a esse fato, a doutoranda em 5G pela UNICAMP, Marina Martinelli, aponta para as smart grids.

Smart grids, segundo Marina, é um sistema de redes inteligentes de energia elétrica que utiliza das TICs (tecnologias da informação e comunicação) para entregar eficiência energética, confiabilidade e sustentabilidade. Isso proporcionaria uma quebra na curva do consumo de energia.

Ainda, para gerenciar a distribuição da energia e evitar impactos ambientais negativos, a acadêmica sugere arquiteturas diferenciadas em 5G como edge, hybrid e fog computing.

Estados que podem ser atingidos primeiro pelo alto consumo

O Ranking das Cidades Amigas do 5G 2022, demonstra os locais brasileiros que mais estimulam a oferta do serviço de telecomunicações. Isso por meio de políticas públicas que promovem a infraestrutura necessária para sua expansão.

O estudo “Por que o Gerenciamento de Energia é Crítico para o Sucesso do 5G”, realizada pela SLT Partners e Vertiv, consultoria em telecomunicações, aponta um dado importante. As redes de telecomunicações consumirão entre 150% e 170% mais energia do que consomem atualmente até 2026.

Por isso, cruzando dados, destacamos o top 5 das cidades e capitais que estão mais avançadas na tecnologia, e que já podem avançar na eficiência e economia energética de maneira preventiva.

5 primeiras cidades

  1. Ponta Grossa-PR
  2. Porto Alegre-RS
  3. Curitiba-PR
  4. São José dos Campos-SP
  5. Uberlândia-MG

5 primeiras capitais

  1. Ponta Grossa-PR
  2. Porto Alegre-RS
  3. São Paulo-SP
  4. João Pessoa-PB
  5. Teresina-PI

Eficiência energética na prática

Pensando na infraestrutura, o superaquecimento dos servidores deve caminhar lado a lado com um projeto para o sistema de ar-condicionado. Pois, a temperatura ocasiona grande esforço das máquinas e geram um gasto ainda mais alto de energia.

Além disso, optar por dispositivos mais eficientes, com funções de economia de energia, ou então, que possuam corrente contínua e alternada para dar suporte a demanda energética. Ademais, é possível trocar baterias de chumbo pelas de lítio, que têm uma maior densidade energética e aproveitamento, pelo ciclo de vida mais longo.

Para aplicar essas e mais estratégias conte com a ISO 50001, especial para gestão de energia. Isso porque ela é extremamente positiva para identificar onde é possível reduzir custos e aumentar a produção de maneira adequada no setor de telecomunicações. No Brasil poucas são as empresas com o certificado. Quem sabe essa não seja a chance de se tornar mais competitivo?

Como o setor pode economizar com energia elétrica?

A aderência ao mercado livre de energia e a compra de certificados de energia renovável podem ser opções vantajosas para que o setor de telecomunicações economize. O Mercado Livre de Energia traz maior flexibilidade na duração dos contratos, preço, escolha da fonte e zero acréscimos, como as bandeiras tarifárias. Ao migrar para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e escolher pela energia renovável, você pode apostar na energia solar ou eólica – as mais baratas do mercado atualmente.

Na sequência, ainda pode contribuir com as metas de sustentabilidade, comprovando esse consumo verde. Em 2022 a operadora Tim, por exemplo, atingiu 100% de energia limpa em seu consumo por meio dessas duas soluções. A marca, até então, plantou cerca de 46 usinas, espalhadas por 19 Estados e Distrito Federal.

Outra forma econômica é a Geração Distribuída (GD). Esse modelo de produção de energia elétrica é feita no local de consumo ou próximo a ele. Sua origem também provém de fontes renováveis e a eletricidade é conectada diretamente à rede pública de distribuição e, por isso, não requer transmissão a distância. E o melhor: com a GD sua empresa pode economizar até 25% na conta de luz da sua empresa todos os meses.

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Notícia do setor elétrico: As telecomunicações como agentes parceiras

Por outro lado, como braço de negócio, as operadoras também têm demonstrado interesse em ofertar energia solar por assinatura a seus clientes. Grandes players já enxergaram a oportunidade, dando ênfase na GD e ampla presença comercial que possuem. Assim, as telecoms também têm se posicionando no setor elétrico como um canal de vendas reconhecido a seus consumidores.

Se você deseja ofertar esse serviço aos seus clientes em parceria conosco, entre em contato. Esperamos por você!

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