A energia solar veio para brilhar

Ecom
  • 23/02/2022
  • 4 min de leitura

Assuntos como COP26, novo marco da Geração Distribuída, reforma cambial e competitividade fazem o interesse na energia solar crescer no Brasil. 

Então, para entendermos melhor esse assunto, o podcast Giro Energia dessa semana entrevistou especialistas em energia solar. Nós falamos com Ricardo Barros, vice-presidente da Absolar, e Regis Itikawa, gerente de Gestão de Geração da Ecom Energia. Ouça o Giro Energia!

Em seguida, confira os destaques da entrevista:

GIRO: Com COP 26 e o novo marco da GD, como está o interesse em projetos de energia solar, tanto centralizada quanto distribuída?

REGIS: O setor está bastante aquecido. 

A COP26 é um direcionador importante. Muitas multinacionais têm de prestar contas em relação às emissões globais de poluentes e têm metas para reduzir sua pegada de carbono. Nesse sentido, investir em energia solar é uma estratégia, além da competitividade que a fonte tem tido. 

Estamos fazendo bastante projetos e estudos. Além disso, temos visto também uma novidade: um perfil intermediário, que não busca nem projetos de distribuída, que são menores, nem parques muito grandes. São empresas médias que estão querendo reduzir sua conta de energia e se proteger.

GIRO: Como tem sido essa “ginástica de custos” em projetos de energia solar?

REGIS: Tivemos, sim, essa pressão, pois tivemos fábricas fechadas na China e no mundo inteiro, isso teve um abalo. No entanto, agora as conversas estão indicando que as coisas se normalizaram. Não temos tido resistência. 

O câmbio deu uma melhorada no início desse ano. 

Além disso, há uma outra questão: a logística. A dificuldade de compra de contêineres criou uma inflação do frete marítimo. Tivemos cotações de frete de US$ 15 mil. Antes eram US$ 9 mil. Agora está em US$ 11,5 mil, o que mostra que está melhorando.

GIRO: A reforma cambial trará novo estímulo ao segmento?

REGIS: Há uma parcela importante do investimento em energia solar e eólica que é feita em dólar. Em solar, uma parte dos equipamentos vem de fora. 

Em alguns projetos que vemos, cerca de 70% do investimento será atrelado ao câmbio. Tem ainda operação e manutenção, serviços que podem ser do exterior, e isso tudo é precificado. Nos contratos, se você pode ter o PPA vinculado ao dólar, isso cria uma grande facilidade, reduz risco.

As perspectivas para energia solar no Brasil

As perspectivas da energia solar são positivas para o Brasil, de acordo com Ricardo Barros. O vice-presidente da Absolar também é executivo da Lightsource BP, uma das maiores desenvolvedoras de projetos na área no mundo. 

A autoprodução é um dos impulsionadores. Em seguida, veja o que ele diz.

RICARDO: As perspectivas são boas para o Brasil. Sem dúvida, a COP26 só reforça a importância do tema das mudanças climáticas.

Então, cada vez mais as empresas estão abraçando esse propósito por pressão da sociedade e o resultado disso é o fortalecimento da pauta ESG. Então, vemos mais e mais empresas no mercado livre querendo contratar energia solar. 

A gente fica muito feliz com esse clima porque os clientes escolhem a solar pela competitividade da fonte e pelo apelo ambiental. Além disso, é também uma das fontes que agregam muito na pauta ESG, I-Recs. As perspectivas futuras são muito positivas. 

No mundo, nesse ano, teremos a expansão de 200 GW de solar, que é praticamente a capacidade do Brasil. Isso mostra a relevância dessa fonte.

No entanto, temos alguns percalços no curto prazo para enfrentar. Sai e entra de governo, por exemplo. Mas no médio e longo prazo é bem positivo. Têm projetos agora sendo construídos e tem muita demanda no mercado livre para os próximos anos.

E quais são as perspectivas para o futuro?

Bem, pelo que podemos ver a energia solar tem um futuro promissor no Brasil. 

O governo estima que a potência instalada do país cresça 40% em dez anos, sendo que usinas solares e eólicas serão os principais motores dessa expansão. Redução de preço e apelo ambiental movimentam o interesse. 

Os custos da energia solar cairão ainda mais? O futuro será mesmo promissor? Continue acompanhando nossas notícias e descubra você mesmo!

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