Mercado livre de gás: a abertura é para valer?

Ecom
  • 07/04/2021
  • 3 min de leitura

A criação do mercado livre de gás para indústrias está ganhando novas formas a cada dia. Trata-se de um tema que está atraindo muito a atenção de empresas de diferentes setores. Por isso, as possibilidades que a aprovação pode – e vai! – trazer, são muitas.

Para entender um pouco mais sobre o cenário, o Giro Energia conversou com o diretor de gás da Ecom Energia, Percival Amaral; o superintendente da Abividro, Lucien Belmonte; e o diretor da Aspacer, Luis Fernando Quilici.

Saiba o que os especialistas disseram sobre o mercado livre de gás

Para o diretor de gás da Ecom Energia, Percival Amaral, a aprovação da lei do gás é um primeiro passo em direção à criação de um mercado livre de gás para as indústrias.

Ainda faltam algumas regulações e decisões da Petrobras, mas, provavelmente, entre um ou dois anos será possível ter avanços e também um mercado, de acordo com o diretor.

O diretor de relações institucionais da associação paulista das cerâmicas de revestimento, Luís Fernando Quilici, também enxerga um cenário otimista com a aprovação da lei do gás.

De acordo com ele, a lei irá beneficiar a indústria da cerâmica, que há 10 anos trabalha na direção da abertura do gás natural no país. No entanto, o diretor destaca que ainda é preciso que outras iniciativas sejam tomadas, como diretrizes e detalhamento do marco regulatório.

Já para o superintendente da Abividro, Lucien Belmonte, são as questões que ainda faltam para a abertura do mercado livre de gás que diminuem um pouco o otimismo em relação ao futuro.

Para ele, ainda faltam alguns detalhes sobre o acesso aos gasodutos e às unidades de tratamento. Além disso, ainda existem diversas incertezas a respeito da garantia firme de contratos de gás natural para o mercado livre.

O que podemos esperar?

O mercado livre de gás natural ainda vai levar alguns meses para que, de fato, fique consolidado. Além de incertezas regulatórias e da desverticalização da Petrobras não ter sido concluída, existem algumas incógnitas em relação à queda futura do insumo.

Com a abertura do mercado, esperam-se preços mais baixos, mas essa queda não será imediata. Ou seja, a aprovação da lei do gás foi o primeiro passo de uma série de outros que vão ter que ser dados.

Não deixe de conferir o bate-papo completo no podcast do Giro Energia, e de compartilhar com os amigos do setor!

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