O ano de 2020 está começando e, com ele, iniciamos uma nova década.

E o que podemos esperar para o setor elétrico brasileiro nesse novo ciclo?

Bem…apesar de ainda carregarmos antigos problemas e desafios, que precisam de novas e definitivas soluções, visualizo um grande potencial de desenvolvimento para o setor, com a entrada de novas tecnologias e o contínuo crescimento das fontes renováveis na matriz energética, com destaque para a energia solar e a fonte éolica.

Acredito que veremos também uma expressiva evolução do mercado de gás, com um aumento da geração de energia através das térmicas a gás a preços mais competitivos. Isso pode ser bastante positivo para compor um mix de fontes mais estável da matriz energética brasileira e diminuir nossa dependência das chuvas para manter nossos reservatórios cheios. Como consequência teremos uma maior estabilidade dos preços de energia, que nos últimos anos vêm se mostrando extremamente voláteis e ficando por longos períodos em patamares bastante altos, devido a longos períodos de chuva ruins e inconsistentes e à grande dependência da geração hidráulica na formação dos preços de energia.

Essa nova década tem tudo para trazer de volta o plano de expansão do mercado livre de energia. Movimentos positivos já foram feitos nos últimos meses e mostram que 2020 já começa com bons presságios para a tão esperada expansão e liberalização do mercado livre de energia.

Para que tal objetivo seja alcançado, mais importante do que a ação em si é a intenção. Nesse sentido vejo uma real disposição do atual governo em implantar os mecanismos necessários para a expansão do mercado livre. Preço horário, comercializador varejista, diminuição do limite de acesso, entre outros, são algumas das ações que necessitam ser implementadas e que já estão sendo discutidas pelos reguladores.

Não podemos deixar que problemas do passado, como a expansão da oferta e a resolução do GFS e da garantia física, atrapalhem o início promissor desta década para o setor elétrico, mesmo que já tenhamos perdido anos importantes para a solução desses desafios. É o momento de encarar e resolver.  O Brasil está no caminho do crescimento econômico e não podemos, novamente, deixar que o setor elétrico seja um “freio” para esse desenvolvimento, como já vivemos no passado.

A década que se inicia é promissora e, com ela, surgem novas oportunidades para solucionar velhos problemas. É o que o mercado espera e os consumidores anseiam.