No décimo sétimo episódio do Giro Energia, podcast  patrocinado e desenvolvido pela Ecom Energia, vamos falar sobre armazenamento de energia ou storage, como também é conhecido no setor. A adoção do PLD Horário, que deve vigorar a partir de janeiro de 2021, promete ser um divisor de águas para a tecnologia, que começará a ganhar espaço na matriz. Por isso, uma das modalidades que vêm se destacando, é o uso de baterias em horários em que a energia é mais cara. Assim, o consumidor ganha mais uma opção para reduzir custos.

A fim de saber mais sobre esse tema promissor, o Giro Energia conversou com três especialistas sobre o assunto: Carlos Andrade, vice-presidente de Estratégia e Novos Negócios da EDP; Fabio Koga, diretor de sistemas de distribuição de energia da Siemens; e Adalberto Maluf, diretor de marketing da empresa chinesa BYD, uma das maiores fabricantes de baterias do mundo e que inaugurou, em agosto, uma fábrica em Manaus.

Matriz elétrica intermitente + Armazenamento de energia

A matriz elétrica está se tornando mais intermitente, com o avanço das fontes solar e eólica. Por consequência, o armazenamento de energia, sem dúvidas, deve crescer nos próximos anos. O PLD Horário, tema que está em alta, também deve estimular essa tecnologia. Quem explica é o Carlos Andrade, vice-presidente de Estratégia e Novos Negócios da EDP. “O storage tem vários usos. Pode ser usado em uma rede para melhorar a qualidade no fornecimento, para reduzir oscilações. Pode também ser usado como pick shaving, ou seja, uma bateria que gera energia em horários em que o consumo e o preço são mais altos. Nesse caso, usar bateria pode reduzir a conta no fim do mês. Essa é uma modalidade que tende a crescer com o PLD Horário. O PLD Horário mostra a sofisticação da matriz elétrica”, avalia.

O PLD Horário impulsionará o armazenamento de energia?

Fabio Koga, diretor de sistemas de distribuição de energia da Siemens, também concorda que o PLD Horário tem impulsionado a demanda por informações sobre storage por parte das empresas no Brasil. “Sem dúvidas, com o PLD Horário a dinâmica de preços muda e essa flutuação de preços deve estimular as empresas a verem outras opções e o storage pode proporcionar uma gestão mais inteligente da rede. O sistema ganha complexidade. Além disso já vemos clientes nos procurando para saber mais sobre como as baterias podem ajudá-los. Ainda faltam algumas definições da regulação de como isso vai funcionar e como as regras serão estabelecidas. Mas já observamos uma procura dos clientes para entender mais as aplicações das baterias”, observa.

O diretor de MKT da chinesa BYD, Adalberto Maluf, reforça essa expressiva procura das empresas por informações de storage, em razão do PLD Horário. “O PLD Horário criou um divisor de águas para o setor, por abrir outras opções de uso da bateria que vão muito além do armazenamento. Nós estamos inaugurando uma unidade em Manaus de olho na demanda de veículos elétricos. Mas em um segundo momento ela poderá ser usada para storage de energia.”

Sobre o que mais esses especialistas discutiram no Giro Energia?

De acordo com as entrevistas, pudemos entender que a adoção do PLD Horário deverá significar um novo momento para a tecnologia de storage. Assim, com preços horários, as empresas passarão a buscar ferramentas para gerenciar melhor a energia consumida. Nesse contexto, as baterias para armazenamento devem ganhar espaço.

De tal forma que poderão ser empregadas em dois momentos:  quando o preço da energia fica muito alto e é necessário vender o excedente ou ao usar a fonte armazenada ao invés da energia da rede. Ou seja, isso é um sinal de sofisticação do mercado.

Diante desse horizonte, ficam algumas dúvidas:

  • O PLD Horário será mesmo um divisor de águas para o storage?
  • Ainda falta o que para que esse estímulo seja ainda mais acelerado?
  • A região Norte, que teve algumas empresas privatizadas e poderá ter reajustes extraordinários no mercado cativo, será ser uma das principais demandantes?

As respostas para essas perguntas estão no Giro Energia! Ouça agora: