De fato, a pandemia da Covid-19 vem provocando profundas mudanças na economia, nos mais diversos setores. Entretanto, com criatividade e agilidade, o Mercado Livre de Energia, que responde por um terço da carga do Brasil, respondeu rápido a esse contexto tão desafiador. Por exemplo, operações de pré-pagamento e swap temporal são novos produtos que vêm ganhando cada vez mais espaço.

O nono episódio do Giro Energia, podcast desenvolvido e patrocinado pela Ecom Energia, conversou sobre as oportunidades e os desafios do Mercado Livre de energia frente à atual pandemia, com o sócio-diretor da Ecom Energia, José Mauricio Carvalho, e o ex-diretor da Aneel e atual sócio da RegE Consultoria, Tiago de Barros Correia.

Como o Mercado Livre de Energia reagiu com as mudanças na economia ocasionadas pela pandemia?

Para José Maurício, da Ecom Energia, o Mercado Livre vem se firmando, mais uma vez, como uma ferramenta estratégica para as empresas, principalmente diante das incertezas atuais. “Os clientes têm nos contatado mais, com o intuito de compreender mais sobre o cenário. As empresas estão procurando maneiras de reduzir as contas de luz, gerar caixa ou de maximizar a conta de luz. E quem está no Mercado Livre tem uma vantagem muito grande para negociar.  No cativo, as empresas terão uma conta alta a pagar, porque justamente a ajuda das distribuidoras deverá ser jogada no cativo”, alerta.

Segundo o executivo, as soluções estão sendo criadas de forma customizada. Por exemplo, as operações de pré-pagamento, nas quais o consumidor livre pré-paga a energia que estiver sobrando em três meses. Isso gera um fluxo de caixa positivo e um alívio em abril e maio. É um mecanismo que já existia, mas veio à tona com muito mais intensidade, pois se configura como uma estratégia em que a energia elétrica ajuda o caixa da empresa. O Mercado Livre vai se fortalecer nessa crise, porque cresce a importância de estar ligado a fornecedores com porte para poder colaborar e que possa ter flexibilidade”, destaca.

Na opinião de Tiago Barros, ex-diretor da Aneel e especialista em regulação, apesar dos desafios, as perspectivas são positivas para o Mercado Livre de energia e, por consequência, para as empresas que fazem parte dele. “Vemos oportunidade para quem quer entrar. Se você fez suas contas e queria migrar esse ano, mesmo com o mercado deprimido, é um bom momento para isso. Além disso acredito que a tendência de crescimento desse mercado, que vimos desde 2015, deve continuar. Não vai se acelerar, mas o Mercado Livre continua atraente, principalmente porque há pressão de custos para o mercado regulado”, avalia.

Sobre o que mais esses especialistas discutiram no Giro Energia?

Mesmo diante das turbulências que a pandemia da COVID-19 apresenta, o Mercado Livre de Energia está conseguindo atravessar esse período de incertezas. A tendência de migração do ambiente regulado para o livre deve continuar, liderada pelas empresas que já tinham feito suas contas e optado pela solução para reduzir as despesas fixas.

Os consumidores e as comercializadoras estão criando alternativas diante do cenário atual, como o swap temporal e operações de pré-pagamento, com soluções customizadas a quatro mãos, evitando a judicialização. Além disso, o momento poderá fazer com que as comercializadoras mais estruturadas e com balanço financeiro ganhem mais espaço:

  • O Mercado Livre continuará mesmo atraindo novas empresas?
  • O mercado passou por mais esse teste?
  • Quanto as tarifas no mercado regulado deverão aumentar?

As respostas para essas perguntas estão no Giro Energia! Ouça agora: