A sofisticação do Mercado Livre de Energia está estimulando uma nova postura das comercializadoras, que devem evoluir para comercializadoras 4.0, e dos seus clientes. Em meio à implementação do PLD horário, do surgimento dos derivativos de energia, dos certificados de energia renovável e da abertura do Mercado Livre de Gás, as comercializadoras deixam de ser vistas apenas como compradoras e vendedoras de energia e passam a ser reconhecidas como fornecedoras de solução.

Consumidores livres e especiais que estão no Ambiente de Contratação Livre (ACL) têm liberdade para negociar a compra e cessão de energia por meio de contratos. De tal forma que possam estabelecer montantes, preços, prazo de suprimento e outras condições comerciais buscando maior previsibilidade orçamentária, redução de custos. O que traz, por consequência, mais competitividade na ponta.

Os agentes do setor têm um grande desafio neste novo cenário com o aumento de fontes renováveis e intermitentes, geração distribuída, digitalização da rede e a liberalização gradual do mercado, onde os avanços tecnológicos em automação e processamento inteligente de informações serão essenciais.

Os fornecedores de energia, em especial as comercializadoras, devem estar preparadas para esse novo cenário de expansão. No qual a pulverização de clientes será inevitável, gerando necessidade de escala no processo de compra e venda.

Nesse cenário, alguns caminhos começam a se desenvolver. Por exemplo, o do Comercializador Varejista, que se desenha como uma ótima alternativa para os clientes que desejam ter acesso aos benefícios do Mercado Livre, sem a burocracia e processos complexos dos consumidores do atacado, reduzindo sua exposição aos riscos e encargos setoriais.

Quais mudanças que as comercializadoras 4.0 podem fazer acontecer?

O mercado de energia 4.0 vem sendo desenvolvido por uma mudança de paradigma já em curso. Apesar de o preço da energia ser o principal fator de escolha dos clientes pelo mercado livre, a abertura gradual do mercado possibilitará novas propostas de valor, modelos de negócio e fatores de diferenciação.

A entrada do consumidor varejista trará complexidade e novos desafios que deverão ser direcionados a diferentes segmentos de clientes. Além disso, investimento em canal e relacionamento será a chave para fidelização.

As comercializadoras deverão ser capazes de rentabilizar sua base de clientes com produtos e serviços de energia e de varejo em geral. No varejo, a complexidade de gestão da marca e reputação será fundamental. Assim como, a comunicação de valores e cultura criará um senso de pertencimento que trará resultados de longo prazo para as organizações.

No papel de uma das principais comercializadoras do país, a Ecom Energia tem como premissa entregar inteligência de mercado aos nossos parceiros. De modo que estes diminuam seus riscos, e busquem a melhor estratégia, de maneira ágil e no momento certo. Já estamos atuando nesse novo cenário e teremos prazer em atendê-los nesse mercado.

Entre em contato com os nossos especialistas ou solicite para que sua gestora nos consulte. Temos agilidade e ofertas competitivas para a compra ou venda de energia!

Autores:

  • Otávio Bocuzzi – Executivo de Vendas de Comercialização
  • Tiago Mendonça – Analista de Comercialização